As diferenças entre psicólogo e psiquiatra

Atualizado: Mar 24

A diferença entre psicólogo e psiquiatra está basicamente na formação destes profissionais. Enquanto a psicologia estuda predominantemente o funcionamento e o desenvolvimento psicológico das pessoas como um todo, a psiquiatria tem como foco o estudo das doenças psiquiátricas e das disfunções psicológicas.

A psicologia é direcionada para a analisar todos os aspectos que compõem o indivíduo em sua constituição (o biopsicossocial), enquanto a psiquiatria tem como objeto de estudo a detecção daquilo que está doente (geralmente biológico) e buscar o tratamento mais adequado, comum a todas as áreas da medicina.

Graças às novas descobertas sobre o cérebro, e o crescente interesse da população pelo assunto, falar hoje em dia de tratamento psicológico e psiquiátrico deixou de ser tratado como tabu e passou a fazer parte do cotidiano de muitas pessoas.

Na concepção moderna de saúde mental, nenhum transtorno psíquico é puramente biológico ou puramente psicossocial, pois ambos se inter-relacionam tanto na causa do sofrimento quanto nos efeitos deste.

Até pouco tempo atrás, era comum atribuir o excesso de tristeza a um estado de humor passageiro, enquanto que hoje com a ampliação do conhecimento e a difusão nos meios de comunicação, tendemos a levar em consideração que aquilo pode ser uma doença e também precisa ser tratado, como é o caso da depressão.


Por que as pessoas buscam psicólogo e psiquiatra?


O aumento da busca por tratamento com psicólogo e psiquiatra é resultado principalmente da maior difusão dos assuntos relacionados à saúde mental, avanços científicos e mudanças de paradigmas na relação saúde-doença.


Cada vez é mais notória a presença das “doenças psíquicas” no nosso cotidiano, e consequentemente, o aumento de pessoas que tem buscado ajuda especializada neste campo.

O que antes era tratado como “falha de caráter” ou “fraqueza”, hoje já é visto por uma boa parte das pessoas como algo que pode ser tratado. Os avanços nos proporcionaram termos um maior controle sobre nossas vidas e consequentemente nossas emoções.


O que é psicologia?


A psicologia é uma ciência com “muitas ciências”. Não existe uma verdade psicológica, mas sim formas de ver as problemáticas que acometem as pessoas. Na formação de um psicólogo, estão presentes matérias como sociologia, filosofia, psicologia do desenvolvimento, neurociências, testagens psicológicas, etc.

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Sua formação é direcionada para o cultivo de uma visão de todo no desenvolvimento humano, focando em todos os aspectos que estão relacionados ao desenvolvimento emocional e cognitivo do sujeito (tanto o saudável quanto o patológico).


O psicólogo aprende em todo seu percurso, a ter uma visão biopsicossocial do sujeito, ou seja, a junção dos aspectos biológicos (seu estado físico, doenças clínicas, desenvolvimento biológico), psicológicos (suas emoções, temperamento, capacidades intelectuais) e sociais (sua família, comunidade em que está inserido, relações amorosas e de afeto) que constituem a pessoa, a interação entre estes aspectos e o que pode estar bem adaptado ou não.


O que é psiquiatria?


A psiquiatria moderna, em seu fundamento, é um ramo da medicina que visa a prevenção e o tratamento dos transtornos psíquicos (transtornos psiquiátricos por definição). A psiquiatria se baseia no estudo da psicopatologia e tem como objeto de estudo o indivíduo e suas alterações psíquicas.

Por ser um ramo médico, segue a visão de saúde-doença e busca, em sua essência, aquilo que é desviante do normal ou esperado no contexto social e fase do desenvolvimento do indivíduo.

Sua principal abordagem de tratamento é chamada Psiquiatria Clínica, embasada no paradigma biológico dos transtornos psiquiátricos, tais como desregulações de neurotransmissores e moléculas associadas ao funcionamento cerebral. Neste paradigma, estão disponíveis diversos tratamentos, sendo que o uso de medicamentos psiquiátricos (psicofármacos) é o mais comumente indicado.

Os medicamentos psiquiátricos avançaram muito nas últimas décadas, principalmente no campo de efetividade e redução de efeitos colaterais. Até a década de 1990, um tratamento medicamentoso para a depressão por exemplo, poderia ser muito desagradável devido aos efeitos colaterais da medicação disponível na época, enquanto que atualmente a maioria dos medicamentos disponíveis para esse transtorno apresentam uma boa tolerabilidade em relação a estes efeitos indesejados.


Como é uma consulta com psicólogo e psiquiatra?


O psicólogo, ao receber alguém para a psicoterapia independente da linha teórica, buscará compreender quais as motivações da pessoa para o tratamento, podendo ser desde uma situação de indecisão numa relação conjugal até o excesso de cobrança no emprego.

Sua análise será pautada pela exploração dos aspectos biopsicossociais que podem estar atuando no sofrimento do indivíduo naquele momento e de que forma tais aspectos podem ser modificados a partir da psicoterapia.

É neste momento que a psicoterapia pode se demonstrar limitada, principalmente se o componente bio (biológico) de sua análise estiver exercendo um papel muito relevante e que acabe inviabilizando a mudança dos outros aspectos (psicossociais). Neste caso, o psiquiatra clínico poderia ser uma boa opção por dispor de uma abordagem biológica, como o uso de medicamentos.

Já o psiquiatra clínico ao receber uma pessoa para uma consulta, irá observar elementos no discurso e no comportamento do indivíduo sinais que denotem alguma alteração psíquica. Sua análise tenderá a ser pautada pelas alterações psíquicas decorrentes da sua queixa (indecisão na relação conjugal ou excesso de cobrança no trabalho) que podem ser dificuldades de sono, sensação de ansiedade, pensamento confuso, etc.

Caso seu diagnóstico seja depressão, por exemplo, e a sintomatologia justificar o uso de medicamentos, ele poderá prescrevê-los, assim como indicar a psicoterapia justamente para tratar os aspectos psicossociais que podem estar sendo tanto a causa como consequência dos sintomas depressivos.

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